Popnotas – Robyn anuncia primeiro disco em oito anos e solta um par de músicas ótimas. A nova parceria da Cate Le Bon com a St. Vincent. E o Geese cada vez mais pop

Popnotas – Robyn anuncia primeiro disco em oito anos e solta um par de músicas ótimas. A nova parceria da Cate Le Bon com a St. Vincent. E o Geese cada vez mais pop Foto: divulgação

*** Robyn finalmente tirou do papel seu primeiro álbum em oito anos. O disco se chama “Sexistential”, tem lançamento marcado para 27 de março, e chega com aquele tipo de título que só ela conseguiria transformar em manifesto pop. Para anunciar a nova fase, a sueca soltou duas faixas de uma vez: “Talk to Me”, que veio acompanhada de clipe, e “Sexistential”, que ganhou um visualizer de letra, foi tocada no programa do Stephen Colbert ontem e abraça de frente um tema pouco comum no pop: a fertilização in vitro. Segundo Robyn, o nome começou como uma brincadeira interna, mas acabou resumindo o que ela queria dizer com o projeto. “Explorar minha vida sensual é a mesma sensação de quando faço uma boa música”, afirmou em comunicado. “É uma vibração bonita e sensível que dá muito trabalho para manter no ar. Eu sinto que o propósito da minha vida é permanecer excitada, e nem precisa ser sobre sexo, é sobre se sentir sensual e atraída pelas coisas que eu gosto, sem deixar nada dominar isso.” No som, ela reforça essa volta ao formato mais pop com ajuda de gente grande: Max Martin coescreveu “Talk to Me”, enquanto “Sexistential” foi feita com Klas Åhlund e nasceu, como ela mesma contou, como resposta direta àquela fala do André 3000 sobre ninguém querer ouvir rap sobre colonoscopia. “Foi meu gatilho”, disse Robyn. “Eu tenho que fazer isso, eu tenho que escrever um rap sobre IVF”. “Sexistential” será o nono álbum de estúdio da cantora e sucede “Honey”, de 2018. 

*** Em outro cantinho do indie pop, as divas Cate Le Bon e St. Vincent voltaram a se encontrar em estúdio para o dueto “Always the Same”. A parceria acontece depois de Le Bon produzir “All Born Screaming” (2024), de St. Vincent, e ainda cantar na faixa-título. Le Bon, que lançou “Michelangelo Dying” em outubro e também assina a produção do próximo álbum do grupo inglês Dry Cleaning, explicou que a nova música “precisava de um pouco mais de espaço do que o álbum permitiria”, mas que é “prima” do ciclo de canções do disco recente, ainda mais especial por trazer St. Vincent, “uma amiga querida e artista poderosa”.

*** E se nos últimos meses parece que todo mundo só fala do Geese, talvez hoje a maior banda alternativa do mundo (não?), a próxima etapa será acompanhar a banda como atração musical do “Saturday Night Live”, em 24 de janeiro, com a atriz Teyana Taylor como apresentadora. Antes disso, o programa abre o ano em 17 de janeiro com Finn Wolfhard e A$AP Rocky, e fecha o mês em 31 de janeiro com Alexander Skarsgård e Cardi B. O hype já tinha dado as caras no fim de 2025, quando o elenco do SNL chegou a brincar com uma imitação do vocalista Cameron Winter em um sketch musical. O Geese lançou o incrível “Getting Killed” em setembro e, embalado pela reputação ao vivo, foi empilhando convites e momentos de vitrine: tocou “Taxes” no “Jimmy Kimmel Live!”, gravou um set para o “From the Basement”, fez cover de “You Get What You Give” na BBC Radio 1 e ainda alimentou o mistério de supostamente cantar Bruce Springsteen num comercial de Xbox sem confirmar nada. O grupo também será uma das principais atrações do festival Governors Ball, em Nova York. Pouca coisa?

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