Top 10 Gringo – Gol da Argentina. Banda Fin del Mundo está no topo. Cigarettes After Sex(y) vem em segundo. Lana chega country em terceiro

Não somos nenhuma Copa América, mas por aqui os argentinos também se dão bem, viu? Pois é. Primeiro lugar para uma banda argentina, mas que conquistou alguns bons corações brasileiros. Na sequência, ainda tem espaço para a música mais sexy do ano, a finalizada que o Kendrick deu no Drake e um dos maiores hits de 2024 que íamos deixando passar. Ah, e o Voidz também. Outra coisa: entramos no segundo semestre e nossa playlist maravilha já carrega as quase 250 principais músicas do ano. Ah, e uma do Voidz também.

Deve ser a primeira vez que uma banda argentina chega ao primeiro lugar do nosso top 10 internacional. Estávamos devendo aos hermanos essa. Este primeiro lugar fica com a excelente Fin Del Mundo. A banda formada pelas garotas Lucía Masnatta, Julieta Heredia, Yanina Silva e Julieta Limia conquistou fãs brasileiros em passagem recente pelo Brasil, que incluiu um showzaço no nosso querido Bar Alto. De volta à Argentina, elas dão a primeira mostra do que deve ser o novo trabalho delas. Esta absurda “Vivimos Lejo” mostra as principais características da banda: alternância entre momentos melodiosos com uma boa dose de barulheira e poucos vocais _aqui, sempre cantados em conjunto, formando um coro_, um som que elas mesmo definem o estilo como “indie rock encontra post-rock emocional”. É de emocionar mesmo o som delas. Lindaço.  

Parece que temos uma das músicas mais sexies do ano. Ou estamos enganados com “Baby Blue Movie” e sua letra ambígua e seu título que é uma referência a filmes de soft porn? Em entrevista ao jornal inglês “The Guardian”, Greg Gonzalez comentou sobre sonhar em ser o Metallica ou o Queen e se sentir mal quando lembra que o primeiro disco da banda meio que virou nada. Já tem um tempinho que o Cigarettes After Sex começou a ficar popular. Talvez “Xs”, próximo álbum deles, coloque de vez o grupo entre os grandes. E, melhor do que ser cópia do Metallica ou do Queen, vão ser grandes sendo eles mesmos. 

Descrita com um country-trap, efeito desta época, a colaboração entre Lana Del Rey e o rapper Quavo, ex-Migos, não mistura tanto assim os gêneros_ aliás, tem bem pouco de country, achamos. Mais na letra, menos no som. Dona de lançamentos constantes, Lana promete para breve um disco de, isso mesmo, country. Esta bonitona “Tough” pode ser o primeiro gostinho. Veremos.   

E, por falar em country, o Zach Bryan, estrela em ascensão meio problemática do country alternativo dos EUA, soltou um disco bem americanão em pleno 4 de julho, data mais que apropriada. Chama, veja bem, “The Great American Bar Scene”. Um dos feitos do álbum é ter um feat. do gigantesco Bruce Springsteen, esta canção de amor típica dos brutamontes apaixonados. Já que o assunto é country…

Vagando pela internet, encontramos um jovem guitarrista com os cabelos tingidos de vermelho e lembramos de Kurt Cobain. O som não é exatamente um Nirvana, mas Joe Sutkowski, homem solo por trás do Dirt Buyer, entrega seu som com uma paixão semelhante à de Cobain e cia. Em seu release, ele manda a aspa de ser um “garoto emo de coração”, o que já dá uma boa medida do que estamos falando. 

A pergunta que fica após o grande Kendrick Lamar chancelar sua diss direcionada ao Drake com um novíssimo vídeo onde ele HUMILHA o também grande rapper canadense é: a carreira do Drake segue de pé depois de tudo isso? Aqui explica tudo, ou quase. Que treta maravilhosa.

Quatro anos atrás, Chappell Roan soltou uma cover de “Your Song”, do Elton John, em seu canal no Youtube. Quem acessa o vídeo hoje recebe como recomendação uma conversa entre Chappell e Elton gravada há um mês. No papo, eles falam sobre “”Good Luck, Babe!”, o megahit da cantora, que fez barulho na temporada de festivais com sua performance inspirada em drag queens.

Bess Atwell é jovem, mas escutou bem Leonard Cohen, parece. Por isso, “Light Sleeper”, seu terceiro álbum de estúdio, abre com versos que ecoam o bardo: “Quebradas, é assim que as pessoas são, é como a luz entra”. E é essa temperatura pessoal que permeia todo o folk do disco _produzido com cuidado por Aaron Dessner, do National_, um trabalho escrito com Bess lidando com seu diagnóstico tardio de autismo. 

Ainda na esteira do folk, vale sacar o trabalho da britânica Katy J Pearson. Seu novo álbum, “Someday, Now”, previsto para setembro, também foi escrito após circunstâncias complicadas. Ela teve burnout e chegou a se afastar da carreira. O tempo fora serviu para ela voltar a ativa menos preocupada com as pressões do pop. 

Temos conhecidos em solo brasileiro que ainda têm pesadelos com o terrível The Voidz, a banda alternativa de Julian Casablancas. Ainda sem apresentar nada de excepcional, a gente nem ficou tão animado assim com o anúncio de um novo single. E, olha, eles também parecem muito preocupados em divulgar “Like All Before You” – o primeiro single é um instrumental de um pouco mais de um minuto onde um sintetizador até que simpático roda um teminha que não diz muita coisa. Tipo a banda.

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* Na vinheta do Top 10, a banda argentina de garotas Fin del Mundo.
** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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