
A banda paraibana Papangu, que vem em crescente na CENA do metal experimental e progressivo nos últimos anos, deve ter subido ainda mais em conceito ao estrear neste ano no Lollapalooza Brasil, em março. O elogiado show no megafestival deu início à próxima fase da banda paraibana, com o lançamento no dia da performance no Lolla do single “Calado (de Olho)”. Hoje saiu “Colosso”, o novo single, cujo vídeo você vê aqui na Popload.
“Colosso” e “Calado (de Olho)”, os dois singles, estão no próximo álbum da Papangu, “Celestial”, o terceiro da banda, marcado para sair dia 7 de agosto.

O grupo define “Colosso” como uma sonata em três partes: Encontro, Confronto, e Aluimento. Uma categorização tão peculiar e criativa quanto o som da Papangu. Em termos de sonoridade, a faixa começa mais leve, segue numa sobreposição de sons que culmina numa catarse agitada, bem característica da banda, com muitas distorções de guitarra e sintetizadores.
Se a música já é cabeçuda, as letras são ainda mais. A canção usa a alegoria do Colosso de Roades, uma das sete maravilhas do mundo antigo, que adornava a entrada do Porto de Rodes e afastava o mau-olhado dos invasores, para tratar de temas de fragilidade masculina, ego inflado por redes sociais e a performance insustentável do autosucesso.
“As primeiras partes surgiram ao piano, enquanto tocava algo que remetia ao Clube da Esquina, Milton Nascimento e às montanhas de Minas. Foi durante uma visita a um santuário ecológico no Rio Grande do Norte que a melodia final me invadiu na mata e gravei um áudio para revisitá-la depois”, relata Pedro Francisco, guitarrista da banda.
A partir de toda essa narrativa, o videoclipe foi feito de forma analógica, gravado com uma câmera Super-8 com direção do cineasta paraibano Helder Bruno, e com quase 7 minutos de duração é praticamente um curta-metragem que traduziu a música visualmente com uma representação das lutas entre o “pequeno” e o “grande” em uma situação de especulação imobiliária.
Confira abaixo o vídeo em primeira mão.
***
* A foto do Papangu usada para este post é de Helder Bruno.