As duas pegam. A trilha e a série em si.
Está em cartaz na plataforma Star+, da Disney, a série “The Bear”, o “O Urso”, última das boas sensações dos seriados de TV do ano que estreou em junho nos EUA e chegou em setembro por aqui.
2022 já foi bacana com a música em séries em outras oportunidades, como o fenômeno “Running Up That Hill”, da Kate Bush, em “Stranger Things”, ou a Wandinha Adams dançando “Goo Goo Muck”, da espetacular banda psychobilly The Cramps.
Mas a curadoria musical de “O Urso” é um absurdo: toca Wilco, REM, Radiohead, Refused, Pearl Jam, Breeders, John Mellencamp, Beach Boys em momentos até em que a música não é simplesmente um fundo sonoro.
A trama se passa em Chicago, e tem um episódio em que um rádio está ligado e o DJ anuncia com gosto o herói indie Sufjan Stevens tocando sua maravilhosa “Chicago”, faixa da obra-prima indie-geográfica que é o álbum “Come on Feel the Illinoise”.
“O Urso” conta a história de um chef de cozinha que tem sua renomada trajetória interrompida quando o irmão mais velho, com quem sempre teve uma relação Noel-Liam, resolve se matar e deixar para ele de herança uma problemática lanchonete de carnes em Chicago.
Estrelada pelo ótimo e por enquanto algo desconhecido Jeremy Allen White (o chef proprietário), “O Urso” é considerada a melhor série de ambiente de trabalho desde “Mad Men”.
É um desespero de linda e desespero literal nas relações com que trata seus personagens. Fora o jeito espetacular de mostrar uma Chicago lado B.
Até a marca alemã de camiseta branca que Jeremy usa em todos os capítulos virou item fashion obrigatório nos EUA, com “O Urso”, que está em sua primeira temporada e tem a segunda asseguradíssima para 2023.
Estreou nos EUA no canal Hulu bem quietinha, despretensiosa. Terminou o ano como a sensação da TV de 2022.
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